domingo, 3 de fevereiro de 2013

Com açúcar, com afeto

Quem é que nunca foi essa mulher que sabe muito bem o que seu amado faz enquanto se atrasa mas, mesmo assim sempre o perdoa?
Não importa o quanto ele beba
Não importa o quanto ele demore
Não importa o quanto ele olhe para "as saias"...
Belíssima música de Chico Buarque que conhece tão bem os corações das passionais...



Com Açúcar, Com Afeto

Chico Buarque

Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê!
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário, vai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê!
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer? Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você

(PS.: o fato de ter sido assim e de admirar a beleza da canção não quer dizer que deva-se permanecer assim para sempre!)




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